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Instalações de Utilização de Energia Elétrica (RTIEBT)
(Não dispensa a consulta das Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão, portaria n.º 949-A/2006, de 11 de Setembro)
  

 

 Execução da instalação

 

 Edifício escolar

 

 Para todas as utilizações

 

 Locais de habitação

 

 Estabelecimentos recebendo público

 

 Locais contendo banheiras ou chuveiros (Casas de banho)

 

 Piscinas e semelhantes

 

 Estabelecimentos agrícolas e pecuários

 

 Instalações coletivas e entradas

 

 Locais com risco de incêndio

 

 Iluminação de segurança

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Execução da instalação
 
 
 Pelas Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT) serei obrigado a fazer a proteção ao condutor neutro?
 
Não é necessário desde que a secção do condutor neutro seja igual (ou equivalente) à secção dos condutores de fase (RTIEBT 473.3.2.1).
 
 
 Quando a secção do condutor neutro for inferior à secção dos condutores de fase terei de o proteger?
 
De acordo com as RTIEBT, quando a secção do condutor neutro for inferior à dos condutores de fase, é necessário prever uma deteção de sobreintensidades no condutor neutro adequada à sua secção, devendo esta deteção provocar o corte dos condutores de fase (RTIEBT 473.3.2.1).
 
 
 Terei de prever uma “deteção de sobreintensidades no condutor neutro” sempre que um condutor neutro for de uma secção inferior à secção dos condutores de fase?
 
Sim, exceto quando o condutor neutro estiver protegido contra os curtos-circuitos pelo dispositivo de proteção dos condutores de fase dos circuitos ou a corrente máxima suscetível de percorrer o condutor neutro for, em serviço normal, nitidamente inferior ao valor da corrente admissível neste condutor (RTIEBT 473.3.2.1).
 
 
 É permitido a instalação de cabos de energia e segurança ou telecomunicações na mesma esteira?
 
Os circuitos dos domínios de tensão I e II não devem ser incluídos nas mesmas canalizações elétricas, exceto se cada cabo for isolado para a maior das tensões existentes na canalização ou se for adotada uma das medidas seguintes: cada condutor de um cabo multicondutor for isolado para a maior das tensões existentes no cabo; os cabos forem isolados para a tensão do circuito respetivo e forem instalados num compartimento separado de uma calha ou de uma conduta; os circuitos forem colocados em condutas separadas. (RTIEBT 528.1)
 
 
 Sendo o isolamento do antigo cabo VAV, a PVC reforçado com bainha metálica, poderá aplicar-se em locais submersos?
 
Nas condições AD7, apenas podem ser usados cabos H07RN-F ou cabos com isolamento mineral, não devendo, contudo, o tempo de imersão acumulado ser superior a 2 meses por ano. Nas condições AD8, apenas podem ser usados cabos dotados de bainha de chumbo ou outros que possuam estanquidade equivalente para poderem estar imersos (RTIEBT 522.3.1).
 
 
 Quem classifica os locais sujeitos a influências externas, sempre que não haja projeto?
 
Compete ao Técnico Responsável pela Execução, assumir a responsabilidade pela conceção e execução da instalação de utilização. Deste modo deverá ser este interveniente, a caracterizar o local no que concerne ao tipo de influências externas, a que a referida instalação estará sujeita, ou efetuar as diligências necessárias nesse sentido (RTIEBT 512.2.4 e quadros seguintes).
 
 
 Pode considerar-se uma boa ligação, o aperto por parafuso e terminal nos alumínios das portas e janelas, quando os fabricantes falam em soldaduras?
 
Na seleção dos meios de ligação devem ter-se em conta o material das almas condutoras e do seu isolamento, o número e a forma das almas condutoras, a secção dos condutores e o número de condutores a ligar. Para o caso em apreço deverá fazer a ligação através de parafuso com terminal bimetálico, (RTIEBT 526.2).
 
 
 Qual o IP mínimo para uma tomada instalada no pavimento?
 
As tomadas instaladas no pavimento devem ter como códigos mínimos IP24 e IK07. (RTIEBT 555.7)
 
 
 Um aparelho de iluminação poderá ficar suportado pelos condutores que o alimentam?
 
Os aparelhos de iluminação apenas podem ser suspensos pelos condutores de alimentação quando a sua massa não exceder 0,5 kg e forem instalados em locais com condições de influências externas AD1 ou AD2. (RTIEBT 559.2.3)
 
 
 E se o local a aplicar um aparelho de iluminação suspenso nos condutores de alimentação for uma casa de banho?
 
Nas casas de banho, não são permitidos os aparelhos de iluminação suspensos dos condutores. (RTIEBT 701.55.06)
 
 
 Tenho que executar um circuito de iluminação num móvel de cozinha, que cuidado deve ter em relação aos suportes das lâmpadas?
 
A montagem dos suportes de lâmpadas sobre materiais combustíveis (madeira ou outro), deve, em regra, ser evitado. Quando houver necessidade de o fazer, deve-se evitar a transmissão perigosa do calor ou a queda das lâmpadas. (RTIEBT 559.2.3)
 
 
 Poderei fazer uma alimentação a um quadro parcial, a montante do corte geral do quadro de entrada?
 
Não, o quadro de entrada deve ser dotado de um dispositivo de corte geral, que corte simultaneamente todos os condutores (RTIEBT 801.1.1.6).
 
 
 É permitido projetar/executar um corte de emergência de comando eléctrico à distância, por alimentação das bobinas de disjuntores, contatores, etc.?
 
Não, um corte de emergência de comando elétrico à distância, terá de ser obtido por corte da alimentação das bobinas ou por outras técnicas com segurança equivalente (RTIEBT 536.4.3). Desta forma, caso haja algum corte/interrupção que por acidente desative o sistema de segurança, este será sempre detetado, implicando a reparação imediata, garantindo assim que o sistema esteja sempre pronto a funcionar.
 
 
 Qual o IK mínimo dos equipamentos a instalar num parque de estacionamento coberto com uma área bruta total superior a 200m2?
 
Estes locais, são considerados como locais sujeitos a impactos fortes (AG3), as instalações elétricas (incluindo os equipamentos) estabelecidas à vista a menos de 2m do piso devem satisfazer às condições de influências externas AG3 (IK08 a IK10) (RTIEBT 801.2.8.4 e 512.2.4 Quadro 51A(AG) ) .
 
 
 Posso aplicar o ponto (7) do Quadro 52H da Secção 52 das RTIEBT, onde se lê: “Em estudo; provisoriamente aplica-se o método D do Anexo III “ para todos os métodos de referência que referem “em estudo”?
 
Não, o ponto (7) aplica-se apenas para as instalações enterradas, referências 61, 62 e 63 (RTIEBT 521.3 Quadro 52H).
 
 
 Qual o IP mínimo dos equipamentos a instalar, em locais que podem ficar submetidos a “Chuva” (AD3)?
 
Os equipamentos deverão ter código IP não inferior a IPX3 (RTIEBT 512.2.4 Quadro 51A(AD)).
 
 
 De onde deverá ser alimentado um sistema central de aquecimento, de ventilação ou de ar condicionado? Do quadro de entrada ou de um quadro parcial?
 
Quando houver um sistema central de aquecimento, de ventilação ou de ar condicionado, a sua alimentação em energia elétrica deve ser feita diretamente a partir do quadro de entrada (RTIEBT 801.2.1.1.10)
 
 
 E se o sistema de aquecimento, de ventilação ou de ar condicionado for do tipo não centralizado?
 
Quando não houver sistema centralizado de aquecimento, de ventilação ou de ar condicionado e a climatização for obtida por meio de aparelhos individuais, as respetivas instalações devem ser fixas, distintas de outras instalações (RTIEBT 801.2.1.1.10) e alimentadas do quadro parcial (se existir) que alimenta esse piso/zona (RTIEBT 801.1.1.4.4). 
 
 
 O que se entende por “domínios de tensão I e II”?
 
Segundo o Quadro 22A da regra 222 das RTIEBT (não dispensa a consulta) e com U em volts:
 
DOMÍNIOS
SISTEMAS LIGADOS
 DIRECTAMENTE À TERRA
SISTEMAS NÃO LIGADOS DIRECTAMENTE À TERRA
 
Entre fase e terra
Entre fases
Entre fases
I
U 50
U 50
U 50
II
50 U 600
50 U 1000
50 U 1000
 
 
 É permitida a instalação de cabos dos domínios de tensão I e II na mesma esteira?
 
Os circuitos dos domínios de tensão I e II não devem ser incluídos nas mesmas canalizações elétricas, exceto se cada cabo for isolado para a maior das tensões existentes na canalização ou se for adotada uma das medidas seguintes: cada condutor de um cabo multicondutor for isolado para a maior das tensões existentes no cabo; os cabos forem isolados para a tensão do circuito respetivo e forem instalados num compartimento separado de uma calha ou de uma conduta; os circuitos forem colocados em condutas separadas. (RTIEBT 528.1)
 
 
 As canalizações das instalações de segurança podem passar nas mesmas canalizações das restantes instalações?
 
Entre outras regras, estas devem ser distintas das canalizações das restantes instalações (RTIEBT 801.2.1.2.2).
 
 
 Que proteção diferencial devo prever para uma tomada colocada no exterior?
 
As tomadas de corrente estipulada não superior a 20 A situadas no exterior, bem como as tomadas suscetíveis de alimentarem equipamentos móveis utilizados no exterior, devem ser protegidas por meio de dispositivos diferenciais de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA (RTIEBT 471.2.3).
 
 
 Posso utilizar o roço da instalação de água, aquecimento central ou gás para passar também a canalização elétrica?
 
As canalizações elétricas não devem ser colocadas na vizinhança de canalizações não elétricas que produzam calor, fumo ou vapor que possam danificar as canalizações elétricas, exceto se forem protegidas por meio de écrans dispostos por forma a não afetarem a dissipação do calor (RTIEBT 528.2.1).
 
 
 O espaço reservado para o contador de consumo de energia elétrica poderá ficar por baixo do espaço reservado para o contador de consumo de água? Ou ainda, que canalização deverá ficar preferencialmente mais acima, de água ou a elétrica?
 
As canalizações elétricas não devem ser colocadas por debaixo de outras canalizações que possam originar condensações (tais como canalizações de água, de vapor ou de gás), excepto se forem tomadas medidas para proteger as canalizações elétricas dos efeitos nocivos dessas condensações (RTIEBT 528.2.2).
 
 
 Qual a distância mínima entre canalizações elétricas e não elétricas?
 
Quando houver necessidade de instalar canalizações elétricas na vizinhança de outras não elétricas, devem ser tomadas as necessárias precauções para evitar que qualquer intervenção previsível numa delas (elétrica ou não) possa ocasionar danos nas outras.
Esta condição pode ser cumprida por meio da utilização de um espaço apropriado entre canalizações, com o mínimo de 3 cm ou por interposição de écrans com funções mecânicas ou térmicas (RTIEBT 528.2.3).
 
 
 
Edifício escolar
 
 
 Existe algum IP mínimo para os equipamentos a instalar em locais utilizados por Crianças?
 
Sim existe, em locais em que a classe de influências externas é “Crianças”, código BA2, terão de ser utilizados equipamentos com código IP não inferior a IP3X (RTIEBT 512.2.4 Quadro 51A(BA)).
 
 
 Num “Estabelecimento recebendo público” do tipo “Edifício escolar” é permitido utilizar aparelhos de iluminação suspensos (não fixos)?
 
Não, em edifícios escolares, os aparelhos de iluminação devem, em regra, ser do tipo fixo (RTIEBT 801.2.3.2.2).
 
 
 Num “Estabelecimento recebendo público” do tipo “Edifício escolar”, existe alguma exigência especial em relação aos circuitos de alimentação das tomadas?
 
Sim, além das próprias tomadas com código IP não inferior a IP3X e do tipo “tomadas com obturadores”, neste tipo de locais, os circuitos de alimentação das tomadas devem ser distintos dos de outros fins, protegidos por diferenciais de alta sensibilidade, conservados desligados quando desnecessários e sempre que possível, colocadas a uma altura não inferior a 1,60 m acima do piso (RTIEBT 801.2.3.3)
 
 
 Qual o IP mínimo dos equipamentos a instalar, em locais em que as pessoas que os podem utilizar são “Crianças” (BA2)?
 
Os equipamentos deverão ter código IP não inferior a IP3X ou IP2XC (RTIEBT 512.2.4 Quadro 51A(BA), com as alterações referidas em artigo específico neste boletim).
 
 
 
Para todas as utilizações
 
 
 Não é técnica ou economicamente aconselhável colocar o quadro de entrada junto ao acesso normal do recinto, poderei afastá-lo deste acesso ou até mesmo instalá-lo noutra divisão?
 
Quando, técnica ou economicamente, não for aconselhável localizar o quadro de entrada junto ao acesso normal do recinto, este pode ficar instalado num outro local, desde que possa ser desligado à distância a partir do acesso normal do recinto (RTIEBT 801.1.1.5; caso a instalação careça de projeto aprovado, esta solução deverá estar prevista no mesmo).
 
 
 Segundo as RTIEBT o quadro de entrada poderá estar estabelecido afastado do acesso normal?
 
O quadro de entrada deve ser estabelecido dentro do recinto servido pela instalação elétrica e, tanto quanto possível, junto ao acesso normal do recinto e do local de entrada da energia. Quando, técnica ou economicamente, não for aconselhável localizar o quadro de entrada junto ao acesso normal do recinto, este pode ficar instalado num outro local, desde que possa ser desligado à distância a partir do acesso normal do recinto. (RTIEBT 801.1.1.5)
 
 
 
Locais de habitação
 
 
 Passa a ser obrigatório condutor de proteção em todos os circuitos de uma habitação, mesmo nos locais anteriormente classificados como “SRE”?
 
Sim, pelas RTIEBT (801.5.6.2)
 
 
 Será obrigatório que todas as tomadas de uma habitação sejam dotadas de contactos de terra, mesmo nos locais anteriormente classificados como “SRE”?
 
Sim, pelas RTIEBT (801.5.6.2)
 
 
 Segundo as RTIEBT, apenas poderei aplicar tomadas com obturadores (alvéolos protegidos) nos locais de habitação?
 
Sim, em locais de habitação apenas poderá aplicar tomadas com obturadores (801.5.6.4 e 801.2.1.6)
 
 
 Apenas encontro no mercado tomadas com obturadores com In≤16, como procederei se for necessário instalar uma tomada com In>16A?
 
Nestes casos poderá utilizar tomadas com tampa, desde que limitadas às estritamente necessárias (801.5.6.4).
 
 
 Uma tomada simples com tampa, pode equivaler a uma tomada com polos protegidos?
 
As tomadas a utilizar nos locais de habitação, quando forem de corrente estipulada não superior a 16 A, devem ser do tipo “tomadas com obturadores”. Quando forem de corrente estipulada superior a 16 A, devem ser dotadas de tampa e limitadas às estritamente necessárias às utilizações previstas (RTIEBT 801.5.6.4).
 
 
 Num local de habitação, terei de instalar disjuntores bipolares (2P) ou unipolares com corte de neutro (1P + N)?
 
Com vista a aumentar a segurança das pessoas, recomenda-se que, neste tipo de instalações, o seccionamento dos circuitos seja feito numa única manobra e afete todos os condutores ativos (incluindo o condutor de neutro) (RTIEBT 801.5.5.2)
 
 
 Num local de habitação, quantos pontos de utilização poderei alimentar por circuito?
 
Em locais de habitação, cada circuito final não deve, em regra, alimentar mais do que oito pontos de utilização. Para efeitos da contagem do número de pontos de utilização por circuito, duas (ou mais) tomadas de 16 A agrupadas num mesmo aparelho, são consideradas como um único ponto de utilização. (RTIEBT 801.5.3)
 
 
 Poderei ligar uma bomba circuladora de aquecimento de 400W com condutores de secção 1,5mm2?
 
Não, a secção mínima dos condutores dos circuitos de climatização ambiente é de 2,5mm2. (RTIEBT 801.5.8)
 
 
 Poderei ligar um aparelho de aquecimento ou ar condicionado ao circuito de tomadas?
 
Não, os aparelhos fixos de climatização ambiente devem ser repartidos por circuitos finais distintos dos de outras utilizações, por forma a que cada circuito alimente, no máximo, cinco aparelhos. (RTIEBT 801.5.3)
 
 
 Num local de habitação passa a ser obrigatória a instalação de um quadro elétrico por piso, mesmo que haja acesso interior entre os diversos pisos?
 
Sim, no caso de uma instalação elétrica servir diversos pisos de um mesmo edifício, cada piso deve ser dotado, em regra de um quadro, que desempenhe, para esse piso, a função de quadro de entrada. (RTIEBT 801.1.1.4.4)
 
 
 Em locais de habitação, qual a secção mínima dos condutores que irão alimentar aparelhos de climatização ambiente?
 
As secções dos condutores dos circuitos das instalações de locais de habitação devem ser determinadas em função das potências previsíveis, com o valor mínimo de 2,5mm2. (RTIEBT 801.5.8) 
 
 
 Pelo RSIUEE não era obrigatório dotar todos os pisos de uma habitação de um quadro parcial, as RTIEBT obrigam a isso?
 
Sim, pelas RTIEBT, no caso de uma mesma instalação elétrica servir diversos pisos de um mesmo edifício, cada piso deve ser dotado, em regra, de um quadro, que desempenhe, para esse piso, a função de quadro de entrada (RTIEBT 801.1.1.4.4).
 
 
 Numa habitação, poderei executar um circuito para uma placa/forno/fogão a 2,5 mm2?
 
Não, segundo as RTIEBT este circuito deverá ser executado com uma secção mínima de 4mm2 (RTIEBT 801.5.8)
 
 
 Numa habitação, em que terei de executar um circuito para uma placa/forno/fogão a 4 mm2, qual a proteção a aplicar?
 
É recomendável proteção de 20A, desde que os equipamentos a colocar a jusante dessa proteção o permitam (intensidade estipulada igual ou superior a 20A) (RTIEBT 801.5.8).
 
 
 Poderei executar os circuitos de tomadas e fogão (placa, forno) de uma habitação a 1,5mm2 de acordo com o quadro 52J da regra 524.1 (circuitos de potência) das RTIEBT?
 
Não, para as habitações deverá cumprir as secções mínimas previstas na regra 801.5.8 das RTIEBT, 2,5mm2 para os condutores dos circuitos de tomadas e 4mm2 para os condutores dos circuitos que alimentam os fogões, placas e fornos.
 
 
 
Estabelecimentos recebendo público
 
 
 Em locais recebendo público é obrigatória a instalação de tomadas com alvéolos protegidos?
 
Sim, nas zonas onde o público tenha acesso num estabelecimento recebendo público, as tomadas a utilizar, quando forem de corrente estipulada não superior a 16 A, devem ser do tipo “tomadas com obturadores”. Quando forem de corrente estipulada superior a 16 A, devem ser dotadas de tampa e limitadas às estritamente necessárias às utilizações previstas. (RTIEBT 801.2.1.6)
 
 
 Num local recebendo público poderei utilizar apenas um dispositivo de proteção diferencial?
 
Não, a instalação elétrica deve ser concebida por forma a que a avaria de um foco luminoso ou do respetivo circuito não deixe esses locais integralmente sem iluminação normal. Quando a proteção contra os contactos indiretos for garantida por dispositivos diferenciais, não é permitida a utilização de um único dispositivo diferencial para a totalidade dos circuitos da iluminação normal. (RTIEBT 801.2.1.5.2.1)
 
 
 Instalações elétricas em estabelecimentos recebendo público necessitam de pelo menos dois diferenciais?
 
Em todos os locais dos estabelecimentos recebendo público da 1ª, da 2ª, da 3ª ou da 4ª categorias, a instalação elétrica deve ser concebida por forma a que a avaria de um foco luminoso ou do respetivo circuito não deixe esses locais integralmente sem iluminação normal. Quando a proteção contra os contactos indiretos for garantida por dispositivos diferenciais, não é permitida a utilização de um único dispositivo diferencial para a totalidade dos circuitos da iluminação normal (RTIEBT 801.2.1.5.2.1).
 
 
 Qual a potência mínima a considerar para o dimensionamento de lojas e de pequenos estabelecimentos comerciais?
 
As instalações elétricas de lojas e de pequenos estabelecimentos comerciais devem ser dimensionadas para potências não inferiores a 30 VA/m2, com o mínimo de 3,45 kVA, em monofásico (15 A, em 230 V) (RTIEBT 801.2.6.3).
 
 
 É obrigatória a existência de iluminação de segurança nos quartos de um empreendimento turístico ou de um estabelecimento similar?
 
Não, nos empreendimentos turísticos e estabelecimentos similares, a iluminação de segurança pode ser dispensada nos quartos dos estabelecimentos hoteleiros (RTIEBT 801.2.5.2.2)
 
 
 Num empreendimento turístico ou estabelecimentos similares, a iluminação de segurança terá de ser do tipo permanente?
 
Sim, nos empreendimentos turísticos e estabelecimentos similares, a iluminação de segurança (circulação) deve estar permanentemente acesa durante o tempo em que o estabelecimento estiver franqueado ao público (RTIEBT 801.2.5.2.3).
 
 
 Estabelecimentos de restauração ou de bebidas estão incluídos nos “empreendimentos turísticos ou estabelecimentos similares”?
 
Sim, são considerados como empreendimentos turísticos e similares, entre outros, os estabelecimentos de restauração e de bebidas (RTIEBT 801.2.5).
 
 
 De que forma devo distribuir os circuitos de iluminação normal dos locais acessíveis ao público do tipo Recintos de espetáculos e divertimentos públicos, fechados?
 
Os aparelhos da iluminação normal dos locais acessíveis ao público devem ser distribuídos por, pelo menos, dois circuitos de fases diferentes protegidos individualmente contra os contactos indiretos por forma a que a falta de um circuito não deixe integralmente sem iluminação normal qualquer um desses locais (RTIEBT 801.2.7.1.1.4).
 
 
 Que locais são considerados como locais com risco de incêndio num estabelecimento comercial?
 
Em estabelecimentos comerciais devem ser considerados como locais com risco de incêndio os locais em que existam armazenadas grandes quantidades de matérias facilmente combustíveis, como por exemplo: os locais de armazenamento de materiais de embalagem; os depósitos de lixos; os entrepostos de armazenamento de produtos de abastecimento dos locais de venda; os locais dos eventuais arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.6.1).
 
 
 Estou a remodelar a instalação elétrica de uma igreja (estabelecimento de culto). Terei de proteger o circuito de tomadas com um diferencial de alta sensibilidade?
 
Nas zonas onde o público tenha acesso, os circuitos de alimentação das tomadas devem ser distintos dos destinados a outros fins; protegidos por dispositivos diferenciais de alta sensibilidade; conservados desligados quando desnecessários (RTIEBT 801.2.9.3).
 
 
 Poderei instalar aparelhos de iluminação do tipo suspenso numa igreja (estabelecimento de culto)?
 
Não, em estabelecimentos de culto, os aparelhos de iluminação devem, em regra, ser de tipo fixo (RTIEBT 801.2.9.3).
 
 
 
Locais contendo banheiras ou chuveiros (Casas de banho)
 
 
 Poderei instalar aparelhos de iluminação ou de climatização ambiente no volume 2 de uma casa de banho?
 
Os aparelhos de iluminação e de climatização podem ser instalados no volume 2, desde que sejam da classe II ou da classe I se os circuitos que os alimentam estiverem protegidos por dispositivos diferenciais de corrente estipulada I?n não superior a 30mA (RTIEBT 701.55.03)
 
 
 Pelas RTIEBT, numa casa de banho, que circuitos terei de proteger por diferencial de alta sensibilidade (I?n≤30mA)?
 
Sim, todos os circuitos de uma casa de banho terão de estar protegidos por diferencial de alta sensibilidade (RTIEBT 701.411.1.4.3).
 
 
 Na equipotencialização das massas metálicas de uma casa de banho terei de equipotencializar também as grelhas de ventilação natural (não elétrica)?
 
As grelhas de ventilação natural não devem ser ligadas à ligação equipotencial, dado que não são suscetíveis de ficarem a um potencial diferente do dos outros elementos condutores (RTIEBT ANEXO II Secção 701).
 
 
 É permitido instalar um armário no volume 2 de uma casa de banho?
 
Os armários de casa de banho da classe I (metálicos) apenas podem ser instalados nos volumes 3 e exterior. A continuidade elétrica dos elementos que constituem esses armários deve ser garantida e o seu ligador de massa deve ser ligado ao condutor de proteção (RTIEBT 701.55.07).
 
 
 Em casas de banho com banheira ou chuveiro, qual o índice de proteção (código IP) mínimo dos equipamentos elétricos a instalar?
 
Os equipamentos elétricos usados nas casas de banho não devem ter códigos IP inferiores a: Volume 0 IPX7, Volume 1 IPX5, Volume 2 IPX4 (Balneários públicos IPX5) e Volume 3 IPX1 (Balneários públicos IPX5) (RTIEBT 701.512.2).
 
 
 Pretendo equipotencializar todas as massas metálicas de uma casa de banho (com banho), qual a secção mínima dos condutores a utilizar nessa equipotencialização?
 
Quando a ligação equipotencial for realizada por meio de um condutor, este deverá ter a secção mínima de 2,5mm2, caso seja protegido mecanicamente (isto é, colocado em condutas ou em calhas isolantes) ou de 4 mm2 se não for protegido mecanicamente e se for fixado diretamente aos elementos da construção (por exemplo, fixado por cima dos rodapés). (RTIEBT ANEXO I Secção 701)
 
 
 Poderei fazer a ligação equipotencial de um caixilho de uma casa de banho (com banho) a partir da alimentação a 1,5mm2 de um estore elétrico?
 
Não, no caso de condutores de equipotencialidade suplementar que interliguem uma massa com um elemento condutor, a sua secção não deve ser inferior a metade da secção do condutor de proteção ligado a essa massa (com o mínimo de 2,5mm2). (RTIEBT ANEXO I Secção 701 e 547.1.2)
 
 
 O que se entende por “ligação equipotencial suplementar” numa casa de banho?
 
É uma ligação equipotencial suplementar que interliga todos os elementos condutores existentes nos volumes 0, 1, 2 e 3 com os condutores de proteção dos equipamentos colocados nesses volumes (RTIEBT 701.413.1.6).
 
 
 Poderei aplicar numa casa de banho um aparelho de iluminação do tipo suspenso?
 
Nas casas de banho, não são permitidos os aparelhos de iluminação suspensos dos condutores e os suportes metálicos acessíveis sem meios especiais (RTIEBT 701.55.06).
 
 
 O proprietário da instalação elétrica que estou a executar, pretende que eu instale no volume 2 de uma casa de banho, um armário com interruptor e tomada, é permitido?
 
Os armários de casa de banho equipados com aparelhos de iluminação, com interruptor e com tomada podem ser instalados no volume 2, desde que sejam da classe II e que a tomada seja alimentada por um transformador de separação (RTIEBT 701.55.07).
 
 
 O armário de casa de banho que tenho para instalar é da classe I, poderei instalá-lo no volume 2?
 
Os armários de casa de banho da classe I (metálicos) apenas podem ser instalados nos volumes 3 e exterior. A continuidade elétrica dos elementos que constituem esses armários deve ser garantida e o seu ligador de massa deve ser ligado ao condutor de proteção (RTIEBT 701.55.07).
 
 
 Será permitido instalar um interruptor de aviso/sinalização/alarme no volume 1 de uma casa de banho?
 
No volume 1, não é permitida a instalação de qualquer aparelhagem, com exceção de interruptores de circuitos alimentados a uma tensão reduzida de segurança de tensão nominal não superior a 12 V, em corrente alternada (valor eficaz), ou a 30 V, em corrente contínua, devendo a fonte de alimentação de segurança ser instalada fora dos volumes 0, 1 e 2 (RTIEBT 701.53.04).
 
 
 
Piscinas e semelhantes
 
 
 Posso instalar uma caixa de ligação ou derivação estanque no volume I de uma piscina, apenas e só para fazer a ligação aos projetores desta?
 
Nos volumes 0 e 1, não são permitidas caixas de ligação (de derivação ou de transição) (RTIEB 702.520.04).
 
 
 É aceite iluminação no volume 1 de uma piscina, utilizando um equipamento estanque e alimentado a tensão reduzida de segurança?
 
Não. Os equipamentos a instalar nos volumes 0 e 1 devem ser fixos e destinados a serem usados nas piscinas (RTIEBT 702.55).
 
 
 Ao instalar uns projetores numa piscina, verifiquei que o cabo que os equipam é muito curto. Poderei colocar uma caixa de ligação/transição no volume 1?
 
Nos volumes 0 e 1, não são permitidas caixas de ligação (de derivação ou de transição) (RTIEBT 702.520.04).
 
 
 
Estabelecimentos agrícolas e pecuários
 
 
 Que proteção contra os choques elétricos deverei providenciar nas tomadas interiores e exteriores de um estabelecimento agrícola ou pecuário?
 
Os circuitos que alimentem tomadas devem ser protegidos por dispositivos diferenciais de I?n ≤ 30mA (RTIEBT 705.412.5)
 
 
 
Instalações coletivas e entradas
 
 
 Numa instalação coletiva ou numa entrada, além dos condutores de fase, protejo também o condutor de neutro contra curto-circuitos?
 
A proteção contra os curtos-circuitos das canalizações das instalações coletivas e entradas deve satisfazer ao indicado na secção 434, devendo ser colocado um dispositivo de proteção em cada uma das fases. No condutor neutro, ainda que de secção inferior à dos condutores de fase, não deve ser colocado qualquer dispositivo de proteção (RTIEBT 803.2.4.5.2).
 
 
 Num edifício coletivo com mais de nove instalações de utilização e centralização de contagens, podem dispensar-se os ductos?
 
Não, as instalações coletivas e entradas, nos seus percursos verticais, devem ser colocadas em ductos destinados a esse fim. Estes ductos devem ser executados durante a construção do edifício e ser estabelecidos por forma a evitar qualquer saliência em relação aos elementos da construção onde estiverem inseridos. (RTIEBT 803.2.3.1.4)
 
 
 É permitido passar os cabos de telecomunicações nos ductos das instalações coletivas e entradas?
 
Não, nos ductos das instalações coletivas e entradas, são proibidos: a) os cabos de telecomunicações (telefone e televisão); b) as baixadas das antenas coletivas de televisão e rádio e da distribuição de sinal de televisão por cabo; c) as descidas dos para-raios de proteção do edifício (RTIEBT 803.2.3.2.4).
 
 
 Será permitido, nos ductos de um edifício, passar as canalizações de alimentação aos diversos circuitos dos serviços comuns?
 
Sim, no ducto das instalações coletivas e entradas é permitido passar outras canalizações elétricas como, por exemplo, as canalizações de alimentação dos serviços comuns do edifício (iluminação, elevadores, campainhas, comandos da iluminação e das portas, aquecimento coletivo, etc.) e as canalizações elétricas destinadas a alimentar os anexos das habitações nas condições indicadas na Secção 803.7.4, desde que, simultaneamente, sejam cumpridas as condições referidas nas RTIEBT 803.2.3.2.3.
 
 
 As portas de acesso aos ductos têm de estar munidas de fechadura com chave?
 
Sim, as portas de acesso aos ductos devem ser munidas de um dispositivo de fecho, que impeça o acesso aos ductos a pessoas não autorizadas (RTIEBT 803.4.2.8).
 
 
 Num edifício, que pisos é que o ducto terá mesmo que servir?
 
Os ductos devem, em regra, servir todos os pisos do edifício onde forem instalados, ter um traçado retilíneo, sem qualquer mudança de direção e não devem comunicar diretamente com o exterior do edifício (RTIEBT 803.4.2.1)
 
 
 Qual a queda de tensão máxima admissível para o troço da instalação entre os terminais de saída da portinhola e a origem da instalação de utilização (ligadores de saída do aparelho de corte de entrada), numa instalação individual (alimentada, por exemplo por, ramal independente)?
 
A queda de tensão máxima admissível para o troço em questão é de 1,5% (RTIEBT 803.2.4.4.2)
 
 
 Poderei executar ou projetar uma remodelação de uma coluna em que os condutores estão protegidos e fixados em calha?
 
Sim, poderá utilizar condutores isolados ou cabos (monocondutores ou multicondutores) em calhas fixadas a elementos da construção, em percursos verticais ou horizontais (RTIEBT 803.4.3.1)
 
 
 Qual a distância mínima permitida entre canalizações elétricas e não elétricas?
 
Nenhum elemento de uma canalização não elétrica pode situar-se a uma distância inferior a 3 cm das canalizações elétricas (RTIEBT 803.2.3.2.2) e não devem (canalização não elétrica), em caso algum, ser instaladas ou atravessar o ducto das instalações coletivas e entradas. (RTIEBT 803.2.3.2.1).
 
 
 Poderei alimentar a zona comum de um edifício coletivo (2 ou mais frações) a partir de uma das frações, sendo os proprietários das mesmas um só ou familiares?
 
Não, as instalações elétricas (de utilização) das zonas comuns dos edifícios devem ser alimentadas a partir duma instalação de utilização distinta e designada por “instalação de utilização dos serviços comuns” (RTIEBT 803.6).
 
 
 Poderei alimentar o portão elétrico comum a 2 moradias geminadas (edifício coletivo com dois fogos), do quadro de entrada de uma das moradias?
 
Não. As instalações elétricas (de utilização) das zonas comuns dos edifícios devem ser alimentadas a partir de um quadro específico, designado por “quadro dos serviços comuns” (RTIEBT 803.6.1)
 
 
 E se as duas moradias (duas frações do edifício coletivo) referidas na questão anterior forem do mesmo proprietário?
 
Não. Independentemente do proprietário das mesmas, as instalações elétricas (de utilização) das zonas comuns dos edifícios devem ser alimentadas a partir de um quadro específico, designado por “quadro dos serviços comuns” (RTIEBT 803.6.1)
 
 
 Onde deve ser instalado o “quadro dos serviços comuns”?
 
O quadro dos serviços comuns deve estar localizado junto da entrada do edifício e, sempre que possível, na proximidade do quadro de colunas (RTIEBT 803.6.2).
 
 
 Posso passar a canalização de um circuito dos serviços comuns por um arrumo de uma das frações?
 
Não. As canalizações da instalação elétrica (de utilização) dos serviços comuns devem ser estabelecidas nas zonas comuns do edifício (RTIEBT 803.6.3).
 
 
 É permitido alimentar os arrumos ou anexos das habitações do “quadro dos serviços comuns”?
 
Não. Os anexos das habitações que tenham acesso, apenas, pelas zonas comuns (incluindo os logradouros) do edifício devem ser alimentados a partir do quadro de entrada da habitação de que fazem parte, por circuitos a eles destinados e que atravessem, apenas, as zonas comuns do edifício e os locais afetos à habitação que os alimenta (RTIEBT 803.6.4).
 
 
 Poderei alimentar os circuitos de iluminação e de tomadas de um anexo, diretamente de um circuito de iluminação e de um outro de tomadas de uma habitação?
 
Não. Nesta situação, deve existir, junto do acesso normal do respetivo anexo, um dispositivo de corte que corte todos os condutores ativos dos circuitos a ele destinados (RTIEBT 803.6.4).
 
 
 
Locais com risco de incêndio
 
 
 Num edifício escolar, quais os locais que são considerados como locais com risco de incêndio?
 
São considerados como locais com risco de incêndio (BE2) nomeadamente: os locais de arquivo ou de armazenamento de papel; os locais de reprografia, de impressão, de encadernações, etc.; os economatos; os locais de arquivos informáticos; os armazéns anexos às salas polivalentes (RTIEBT 801.2.3.1)
 
 
 Que locais em estabelecimentos comerciais, devem ser considerados como locais com risco de incêndio?
 
Devem ser considerados como locais com risco de incêndio (BE2) os locais em que existam armazenadas grandes quantidades de matérias facilmente combustíveis, como por exemplo: os locais de armazenamento de materiais de embalagem; os depósitos de lixos; entrepostos de armazenamento de produtos de abastecimento dos locais de venda; os locais dos eventuais arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.6.1.
 
 
 Em edifícios do tipo administrativo, que locais são considerados como locais com risco de incêndio?
 
São considerados como locais com risco de incêndio (BE2) nomeadamente: os locais de arquivo ou de armazenamento de papel; os locais de reprografia, de impressão, de encadernações, etc.; os economatos; os locais de arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.2.1).
 
 
 Que equipamentos podem ser instalados num local com risco de incêndio (BE2)?
 
Os equipamentos elétricos a instalar devem ser limitados aos estritamente necessários à exploração (RTIEBT 482.2.1).
 
 
 Qual o código IP mínimo para um interruptor colocado num local com risco de incêndio (BE2)?
 
Os dispositivos de proteção, de comando e de seccionamento devem ser colocados fora dos locais que apresentem risco de incêndio (BE2), exceto se forem colocados em invólucros com um código IP não inferior a IP4X. Nos locais onde for previsível a existência de poeiras, o código IP deve ser aumentado em conformidade (RTIEBT 482.2.4).
 
 
 Num local com risco de incêndio (BE2), que tipos de canalização poderei utilizar?
 
Quando as canalizações não estiverem embebidas em materiais incombustíveis, devem ser tomadas as medidas adequadas para que as canalizações não propaguem facilmente a chama (satisfazer ao ensaio de retardamento de propagação da chama) (RTIEBT 482.2.5).
 
 
 E se um local com risco de incêndio (BE2) for acessível ao público, bastará que os condutores e os cabos não propaguem facilmente a chama?
 
Não. Nos locais onde o público tenha acesso, os condutores e os cabos devem, ainda, ao arderem, não emitir fumos densos nem gases tóxicos ou corrosivos que possam causar danos às pessoas, aos animais e aos bens (RTIEBT 482.2.5).
 
 
 Que cabos e condutas podem ser utilizados num local com risco de incêndio (BE2)?
 
Nas condições BE2 só podem ser usados cabos de bainha exterior em policloreto de vinilo (V) ou em policloropreno (N) ou em outros materiais não propagadores da chama, condutas não propagadoras da chama, condutores blindados com isolamento mineral e cabos sem halogéneos da classe C1. Esta medida destina-se a evitar a utilização de cabos que produzam, na sua combustão, fumos muito densos, que dificultem a evacuação das pessoas (RTIEBT 522.18).
 
 
 Qual o IP mínimo dos dispositivos de proteção, de comando e de seccionamento colocados num local que apresente risco de incêndio (BE2)?
 
Os dispositivos de proteção, de comando e de seccionamento devem ser colocados fora dos locais que apresentem risco de incêndio  (BE2), exceto se forem colocados em invólucros com um código IP não inferior a IP4X (RTIEBT 482.2.4).
 
 
 Que locais de um Estabelecimento comercial são considerados como locais com risco de incêndio (BE2), obrigando a um código IP não inferior a IP4X?
 
Em estabelecimentos comerciais devem ser considerados como locais com risco de incêndio os locais em que existam armazenadas grandes quantidades de matérias facilmente combustíveis, como por exemplo: a) os locais de armazenamento de materiais de embalagem; b) os depósitos de lixos; c) os entrepostos de armazenamento de produtos de abastecimento dos locais de venda; d) os locais dos eventuais arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.6.1).
 
 
 Que locais de um Edifício do tipo administrativo são considerados como locais com risco de incêndio (BE2), obrigando a um código IP não inferior a IP4X?
 
Em edifícios do tipo administrativo devem ser considerados como locais com risco de incêndio, nomeadamente, os seguintes: a) os locais de arquivo ou de armazenamento de papel; b) os locais de reprografia, de impressão, de encadernações, etc.; c) os economatos; d) os locais de arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.2.1).
 
 
 Que locais de um Edifício do tipo escolar são considerados como locais com risco de incêndio (BE2), obrigando a um código IP não inferior a IP4X?
 
Em edifícios escolares devem ser considerados como locais com risco de incêndio, nomeadamente, os seguintes: a) os locais de arquivo ou de armazenamento de papel; b) os locais de reprografia, de impressão, de encadernações, etc.; c) os economatos; d) os locais de arquivos informáticos; e) os armazéns anexos às salas polivalentes (RTIEBT 801.2.3.1).
 
 
 Que locais de um empreendimento turístico e ou estabelecimento similar são considerados como locais com risco de incêndio (BE2), obrigando a um código IP não inferior a IP4X?
 
Em empreendimentos turísticos e estabelecimentos similares devem ser considerados como locais com risco de incêndio os locais em que existam armazenadas grandes quantidades de matérias facilmente combustíveis, como por exemplo: a) os locais de manutenção, conservação e reparação; b) os depósitos de lixos; c) os locais onde coexistam fontes de calor de elevado potencial calorífico e materiais facilmente inflamáveis; d) as cozinhas, as copas e as despensas; e) as lavandarias; f) os depósitos de bagagens; g) os locais dos eventuais arquivos informáticos (RTIEBT 801.2.5.1).
 
 
 
Iluminação de segurança
 
 
 Podem as canalizações das instalações de segurança, atravessar locais com risco de incêndio (BE2)?
 
As canalizações das instalações de segurança não devem atravessar locais com risco de incêndio (BE2), com exceção das destinadas à alimentação dos equipamentos instalados nesses locais (RTIEBT 801.2.1.2.2).
 
 
 E se a iluminação de segurança for feita com recurso a blocos autónomos?
 
Às canalizações dos circuitos de comando e às canalizações dos circuitos de alimentação dos blocos autónomos podem não ser aplicadas as regras indicadas na secção acima mencionada, 801.2.1.2.2 (RTIEBT 801.2.1.5.3.3.2)
 
 
 Quantos blocos autónomos devo instalar num caminho de evacuação de comprimento superior a 15m?
 
A iluminação de circulação de cada caminho de evacuação de comprimento superior a 15m deve ser feita por, pelo menos, dois blocos autónomos (RTIEBT 801.2.1.5.3.3.5).
 
 
 O que deverá garantir a iluminação de segurança?
 
A iluminação de segurança, deve permitir, em caso de avaria da iluminação normal, a evacuação segura e fácil do público para o exterior e a execução das manobras respeitantes à segurança e à intervenção dos socorros, subdividindo-se em iluminação de circulação (evacuação) e iluminação de ambiente (antipânico) (RTIEBT 801.2.1.5.3.1.2).
 
 
 O que se entende como “iluminação de circulação”?
 
A iluminação de circulação (evacuação) tem como objetivo permitir a evacuação das pessoas em segurança (garantindo ao longo dos caminhos de evacuação condições de visão e de orientação adequadas) e possibilitar a execução das manobras respeitantes à segurança e à intervenção dos socorros (Anotação RTIEBT 801.2.1.5.3.1.3).
 
 
 O que se entende como “iluminação de ambiente”?
 
A iluminação de ambiente (antipânico) tem como objetivo reduzir o risco de pânico e permitir que as pessoas se dirijam, em segurança, para os caminhos de evacuação, garantindo condições de visão e de orientação adequadas à identificação das direções de evacuação. Esta iluminação deve, em regra, ser mantida acesa durante a presença do público (Anotação RTIEBT 801.2.1.5.3.1.4).
 
 
 Quando é que a iluminação de circulação é obrigatória?
 
A iluminação de circulação é obrigatória nos locais onde possam permanecer mais do que 50 pessoas, nos corredores e nos caminhos de evacuação (RTIEBT 801.2.1.5.3.1.3).
 
 
 Quando é que a iluminação de ambiente é obrigatória?
 
A iluminação de ambiente é obrigatória nos locais onde possam permanecer mais do que 100 pessoas, acima do solo (rés do chão e pisos superiores) ou 50 pessoas, no subsolo (RTIEBT 801.2.1.5.3.1.4).
 
 
 Terei que sinalizar todas as portas de uma saída?
 
Não, quando uma saída tiver mais do que uma porta não é necessário colocar sinalizações luminosas em todas elas, sendo suficiente instalar uma única sinalização luminosa para essa saída (Anotação RTIEBT 801.2.1.5.3.1.3).
 
 
 Os aparelhos da iluminação de ambiente podem garantir a iluminação de circulação?
 
Sim, os aparelhos de iluminação utilizados na iluminação de ambiente podem também garantir a iluminação de circulação (Anotação RTIEBT 801.2.1.5.3.1.4).
 
 
 Poderei garantir a iluminação de ambiente apenas com um bloco autónomo?
 
A iluminação de ambiente deve ser feita por forma a que cada local seja iluminado por, pelo menos, dois blocos autónomos. A iluminação de circulação de cada caminho de evacuação de comprimento superior a 15 m deve ser feita por, pelo menos, dois blocos autónomos (RTIEBT 801.2.1.5.3.3.5).
 
 
 As ligações dos blocos autónomos só podem ser efetuadas num QE ou QP?
 
Não, as derivações que alimentem os blocos autónomos devem ser feitas a jusante do dispositivo de proteção e a montante do dispositivo de comando da iluminação normal do local ou do caminho de evacuação onde estiverem instalados os blocos autónomos (RTIEBT 801.2.1.5.3.3.3).